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sábado, 24 de novembro de 2007

A Semana Numa Coluna

por Rui Lopes

Portugal no Euro 2008 foi o acontecimento desta semana.
A festa não foi grande e o apuramento foi difícil, mais do que esperávamos.
Não houve brio, foi só no último jogo, e ficaram todos contentes com um empate com a Finlândia em casa.
O mais importante foi o apuramento, num grupo que era acessível para a nossa selecção. Mas ficou a impressão que Portugal não merecia o apuramento, ainda menos o seleccionador.
Não é estar do contra, pois antes não íamos com tanta frequência a uma fase final, mas continuo a sentir que não se jogou para apurar, tirando os jogos com a Bélgica.
De resto tudo muito fraquinho. Apuramento com serviços mínimos. A falta de ambição de um treinador, que nos últimos jogos em casa insistiu em deixar um homem sozinho na frente.
Jogar com Nuno Gomes sozinho na frente, é como jogar sem lá ninguém. Nuno Gomes é um grande jogador, merece a titularidade, mas ponham lá mais alguém e deixem-se de medos.
Ricardo, continuar titular, nem merece comentários. Quaresma está em baixo de forma. Deveria de ter jogado noutra altura, não agora. Aliás a selecção não está bem, mas o risco também é pouco.
Esta equipa pode fazer mais com outras ambições. Veremos se tudo se altera na fase final.

No Futsal Portugal falhou a ida à final, mas assustou a selecção campeã do mundo, a Espanha. A ganhar por 2-0, a selecção portuguesa mostrou pouca experiência e com os espanhóis a jogarem com guarda redes avançado acabou por consentir o empate, não tendo sido feliz nos penalties. Mesmo assim a selecção nacional conseguirá a melhor classificação de sempre num europeu.

A nível concelhio, na Taça de Portugal, o derby entre Cacém e Real acabou favoravel à equipa de Queluz que levou a melhor no sintético do Cacém, apesar de ter estado a jogar com 10 durante 88 minutos, devido à expulsão de Calado logo no inicio do jogo.

Nota negativa para o final que se adivinhava da equipa B do Cacém. O comunicado da direcção do Cacém não convenceu ninguém. Estávamos fartos de saber que não havia dinheiro, porque iniciaram a época com a segunda equipa? E ordenados em atraso durante dois meses? Outra vez? Sim está resolvido, mas será que irá acontecer mais vezes? Começa a ser um hábito no Cacém.

Hoje não vou sair do Distrito de Lisboa nas minhas viagens. Esta semana escolhi o Atlético Clube de Portugal. Equipa histórica do nosso futebol, que esteve por 24 épocas no escalão máximo, e que a partir de 1976/77 iniciou uma crise, que fez o clube andar a arrastar-se pela 2ª e 3ª divisões.
O popular clube de Alcântara nasceu em 1942, na fusão de dois clubes, o União de Lisboa, de Alcântara e do Carcavelinhos, de Santo Amaro.
Em 1943/44 participou pela primeira vez no campeonato da 1ª divisão, tendo conseguido obter um fantástico 3º lugar, que viria a repetir em 1949/50, sempre à frente do FC Porto. Em 1950/51 chegou ao 4º lugar.
O Atlético ainda hoje é o 4º maior clube de Lisboa. Apesar de nunca ter atingido uma competição europeia, era uma equipa temida. O seu auge aconteceu nos anos 40. Foi nessa década que para além de ter conseguido as melhores classificações, chegou por duas vezes à final da Taça de Portugal.Em 1946 perdeu com o Sporting 4-2 e no ano seguinte foi derrotado pelo Benfica por 2-1.
O seu declínio iniciou-se nos anos 70, numa fase que a equipa já andava num sobe e desce entre a 1ª e a 2ª divisão. 1976/77 foi a sua época de despedida dos grandes palcos. Fez a pior campanha de sempre na 1ª divisão e nunca mais voltou.
Surpreendeu tudo e todos revivendo o seu grande passado quando na época passada eliminou o FC Porto da Taça de Portugal em pleno Dragão. Jesualdo Ferreira tinha sido treinador principal do Atlético entre 1984 e 1986, e viu a sua antiga equipa vencer a sua actual com um golo do brasileiro David.
Actualmente à frente do Atlético está a antiga estrela do Benfica, Carlos Manuel, que tenta levar o Atlético à liga Vitalis, num campeonato que será disputado até à última jornada, a 2ª divisão - série D, que o SintraSport acompanha semanalmente devido à presença nesse mesmo campeonato do Real Sport Clube.
O Atlético ocupa a 5ª posição, a 9 pontos do líder, Olivais e Moscavide.
O Atlético teve grandes jogadores que marcaram o futebol português casos de Ben David, 98 golos em 8 campeonatos, chegou à selecção nacional; o argentino Mário Imbelloni, que passaria mais tarde por Braga e Sporting; Vitor Lopes, o Piriricas; Armando Carneiro, entre outros.
Os alcântarenses, em escalões inferiores conquistaram 3 campeonatos da 2ª divisão e dois da 3ª divisão.

Até para a semana.

Agradeço ao João Matos Reis alguns dos dados do Atlético.

Rui Lopes escreve também no blog O Desafio do Guerreiro com o espaço "Uma República de Bananas".

Crónicas anteriores -
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1 de Setembro
8 de Setembro
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29 de Setembro
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20 de Outubro
27 de Outubro
2 de Novembro
10 de Novembro
17 de Novembro

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Caso Real - Atlético

AF Lisboa toma medidas
Segundo o Jornal A Bola os dirigentes do Real estiveram ontem reunidos com a Direcção da AF Lisboa por causa da questão das irregularidades dos bilhetes no jogo entre a equipa de Massamá e o Atlético. Do encontro saíram algumas resoluções que a Associação divulgará hoje. Entre elas estão novas instruções aos fiscais cobradores para venderem apenas os bilhetes que são pedidos pelos clubes, de modo a evitar futuras irregularidades. Além disso, a AF Lisboa vai pedir uma reunião à FPF para que esta passe a autorizar os clubes a devolverem os bilhetes que sobram no final de cada temporada.

Primeira derrota do Atlético de Carlos Manuel

retirado do Notícias da Manhã por Nuno Costa

“Só estamos interessados em ganhar o próximo jogo”
O Atlético foi no último Domingo aos Açores perder por 3-1 diante do Lusitânia. Um desaire que não deixou o técnico Carlos Manuel preocupado, pois afirma: “Só perdemos um jogo nos oito que disputámos desde que cheguei ao clube, pelo que considero bastante positivo o desempenho da equipa. Os jogadores têm trabalhado bem e demonstram carácter e atitude dentro de campo, algo que me deixa absolutamente tranquilo”. No próximo domingo há Taça de Portugal, uma prova em que o Atlético foi a grande figura na temporada transacta ao eliminar o campeão nacional, no Estádio do Dragão. Todavia, Carlos Manuel enjeita qualquer comparação com a situação vivida na época passada: “A equipa é diferente e a realidade também é diferente. Como tal, só estamos interessados em ganhar o próximo jogo. Se o ganharmos, então venha quem vier cá estaremos para fazer o nosso melhor”. O adversário é o Tourizense e o técnico dos alcantarenses não antevê facilidades na deslocação a Touriz: “Vai ser um jogo muito difícil, pois iremos defrontar uma equipa constituida por jogadores que já actuam juntos há algumas épocas. Apesar disso, vamos dar tudo para ganhar e seguir em frente na Taça de Portugal”, conclui.

domingo, 11 de novembro de 2007

Mais Real - Atlético

por Paulo Veríssimo no jornal A Bola

AF Lisboa apura responsabilidades da venda irregular de bilhetes
Inquérito ao Real-Atlético

A Associação de Futebol de Lisboa, responsável pela organização do jogo Real-Atlético, no qual foram utilizadas quotas suplementares rasuradas em substituição de bilhetes para não sócios, determinou a abertura de um inquérito. Carlos Ribeiro, o presidente, assumiu que a culpa pode ter sido repartida entre este organismo e o Real, mas salientou que só poderá agir após a conclusão das investigações.

— Afinal, quem cometeu a irregularidade de rasurar as quotas suplementares no jogo Real-Atlético?

— É o que está a ser averiguado. Após o inquérito podemos ter uma resposta.

— Mas o Real acusa o fiscal da AFL e a associação de serem responsáveis pelo problema...

— Alguém teve de dar os papelinhos das quotas das épocas anteriores ao fiscal. A associação tem as costas largas e não costuma acusar os clubes do que quer que seja. As responsabilidades até podem ser repartidas, tanto da parte da associação como do Real, mas só depois de terça-feira, quando as direcções da AFL e do clube se reunirem, é que poderão tirar-se todas as dúvidas.

— O que aconteceu é pouco claro. Além do mais, podemos estar em presença de uma situação de fuga ao Fisco...

— Se houver matéria para tal, será instaurado um processo disciplinar. Na minha opinião, não se trata de uma fraude, pois o mapa financeiro do jogo tem o número de bilhetes vendidos.

— E a receita das quotas suplementares?

— Não temos acesso a essas contas, nem queremos ter. A AFL só contabiliza bilhetes vendidos e não quotas. O clube é responsável pela venda das quotas suplementares a sócios e por declarar o IVA ao Estado.

— Segundo a FPF, rasurar bilhetes é ilegal. Logo, houve irregularidade.

— Se calhar até é, mas, numa primeira leitura, não o considero uma irregularidade. Nem considero a questão urgente. Diga-se que talvez tenha havido uma comunhão de interesses entre fiscal, Real e o próprio Atlético, que esteve presente nas bilheteiras para tentar solucionar a questão.

Fiscais residentes

— Como se chama o fiscal que esteve no jogo?

— Não me lembro do nome. Está no mapa financeiro que está na associação.

— Quem escolhe os fiscais para os encontros?

— Não são escolhidos. É um sistema que está implementado há vários anos.

— Como funciona esse sistema?

— Os fiscais trabalham há anos nos mesmos clubes, pois são da nossa confiança e do clube. Geralmente, são quase sempre os mesmos que vão para os mesmos sítios, para assegurar que não aconteça problemas.

— O fiscal foi ouvido?

— Vai ser ouvido na próxima semana.

— O que é que a AFL pode fazer para evitar que um problema destes não se repita?

— Existem regras que os fiscais e porteiros têm de conservar. Talvez chamando a atenção de todos para o cumprimento dessas regras.


Ângelo Mesquita
«Bilhetes, não rasuramos»

O presidente do Atlético, Ângelo Mesquita, justificou ontem o teor da carta enviada à Direcção do Real, após a notícia sobre a venda de quotas suplementares rasuradas. O dirigente considera que «os dirigentes do Real são honestos, até prova em contrário», tenha havido ou não irregularidade na venda de bilhetes.

«Não penso que seja uma situação normal rasurar quotas suplementares, mas não penso que seja ilegal. No Atlético não rasuramos bilhetes nem quotas e todas as suplementares, destinadas a sócios, entram nas contas do clube e são declaradas ao Estado», explicou, salientando, ao mesmo tempo, que a Direcção alcantarense não está, de maneira alguma, contra os sócios [Luís Howell e José Manuel Flores] que denunciaram o problema na comunicação social:

«Têm o direito de manifestar indignação, mas nos canais próprios, como a direcção do clube. Só nos demarcámos da forma como abordaram a questão, ao mencionarem o nome do presidente do Real, José Libório.»

sábado, 10 de novembro de 2007

Juniores - 1ª divisão nacional - zona sul

Jornada 10

Real 2 - 1 Atlético

O Real voltou à 3ª posição do nacional da 1ª divisão de juniores - zona sul, ao bater o Atlético por 2-1. Vitória difícil.
O Real beneficiou da vitória do Benfica sobre o Sporting. O Benfica acabou por«matar o borrego». Ganhar ao Sporting tornou-se nos últimos anos algo muito complicado.
Boa vitória do Estrela no Pina Manique e vitória fácil do Belém no Barreiro.
O Oeiras continua em grande, ao bater o vizinho Estoril no campo deste.
O empate entre Odivelas e Nacional não surpreendeu, mas a vitória do Louletano em Vila Real Santo António, surpreendeu pelos 3-0.
Finalmente na Madeira, o Marítimo levou a melhor sobre o Leiria.

Ainda o Real - Atlético

Ainda em relação à reportagem publicada no jornal A Bola e transcrita no SintraSport, o Real Sport Clube enviou um comunicado ao referido jornal que publicamos na integra, mais a explicação do próprio jornal.

Direito de resposta do Real Sport Clube a propósito de reportagem de A BOLA, publicada no dia 6 de Novembro, com o título «Fraude com bilhetes», recebemos da Direcção do Real uma carta que se publica ao abrigo do direito de resposta

Exmo. Senhor Director,

A consideração que os leitores do jornal A BOLA nos merecem, bem como o dever que temos como Direcção do REAL SPORT CLUBE de defender o bom nome e reputação do Clube que representamos, leva-nos a invocar o direito de resposta, ao abrigo dos Artigos 24.º, 25.º e 26.º da Lei de Imprensa, relativamente a um artigo publicado no Jornal A Bola, no dia 6 de Novembro, que contem referências de facto inverídicas, erróneas e que atentam contra o bom nome do REAL SPORT CLUBE, seu Presidente e Direcção. Com efeito:

A Reportagem em questão, de seu título «fraude com bilhetes» dá a entender existir no Clube visado práticas ilegais de gerar receitas e os seus representantes serem pessoas pouco sérias, isto fazendo fé de declarações de dois adeptos do Atlético Clube de Portugal, não tendo o Sr. Jornalista responsável pela peça, indagado junto dos órgãos ou representantes do REAL SPORT CLUBE o que efectivamente se passou.

Passamos assim a referir os factos que o REAL SPORT CLUB considera essenciais para completo esclarecimento da situação criada, e que passamos a referir:

1.º — É a Federação Portuguesa de Futebol a entidade responsável pela organização dos Jogos da II Divisão Nacional, e que delega essa responsabilidade nas respectivas Associações Distritais.

2.º — É da responsabilidade dos FISCAIS da Associação de Futebol de Lisboa e NÃO do REAL SPORT CLUBE a venda dos ingressos e o controle de entradas no nosso recinto desportivo e é também deles FISCAIS toda a responsabilidade na arrecadação dos valores dos bilhetes vendidos. Não sendo assim o REAL chamado sequer para conferência do número de bilhetes vendidos nem mesmo dos valores obtidos.

3.º — Quanto à questão do valor dos bilhetes, estes são fixados pela Associação de Futebol de Lisboa podendo os Clubes nalguns casos pedir a sua alteração com antecedência. Foi o que efectivamente aconteceu para aquele jogo. O valor normal é de 8 Euros, podendo os Clubes solicitar um aumento, que neste caso foi para 10 Euros, informação essa que estava afixada à entrada do Complexo Desportivo do Real no dia do Jogo.

4.º — No dia do Jogo os adeptos do Atlético Clube de Portugal criaram um incidente junto à entrada do Complexo do Real, pois consideravam o preço de 10 Euros do Bilhete exagerado, facto que ocasionou a chamada da polícia ao local para resolver a situação, tendo mesmo sido forçada a entrada através de uma rede por alguns indivíduos. Pelo que, se eventualmente estavam mais pessoas a assistir, como alegam os adeptos do Atlético Clube de Portugal, tal deve-se provavelmente ao atrás descrito. Resta ainda dizer que na época transacta os adeptos do REAL SPORT CLUBE pagaram 9 Euros no jogo em casa do Atlético Clube de Portugal e não se queixaram.

5.º — Relativamente à questão do número de bilhetes existentes no dia do Jogo, efectivamente foram pedidos 50 bilhetes à Associação, número que se julgou suficiente, dado que infelizmente os espectadores das equipas visitantes que comparecem aos jogos no nosso complexo é sempre muito inferior àquele número. Dado que, felizmente neste caso, havia um número superior de espectadores os FISCAIS da Associação tiveram que arranjar uma solução e assim usaram impressos de quotas suplementares dos sócios do REAL que tinham sobrado de anos anteriores para poderem mais condignamente, julgaram eles, possibilitar a entrada àqueles que o desejavam e não fornecendo-lhes papéis de rifas ou folhas em branco como chegou a ser alvitrado e é prática corrente nalguns sítios e em situações semelhantes, conforme foi confirmado no local por um responsável do Atlético Clube de Portugal aos seus associados.

6.º — Na opinião do Real, toda esta situação só foi possível devido ao facto deste sistema ser completamente aberrante, não se compreende porque têm que ser os Clubes a pedir os bilhetes quando é a Associação a responsável por todo o processo. Os bilhetes usados neste jogo são iguais a todos os outros do mesmo valor facial usados em todos os Jogos da II Divisão Nacional da responsabilidade da Associação de Futebol de Lisboa, não sendo por isso bilhetes individualizados por jogo, não se compreendendo assim terem os Clubes que pedir um número específico de bilhetes para cada jogo.

7.º — Dos factos transcritos na respectiva noticia do Jornal A Bola apraz-nos registar que a Direcção do Atlético Clube de Portugal já fez chegar à direcção do REAL SPORT CLUBE toda a sua solidariedade e total repúdio pelas afirmações vinculadas na reportagem em apreço pelas pessoas responsáveis por tais declarações.

8.º — Efectivamente não pode ser impunemente que alguém que nada sabe da realidade venha a um jornal de tiragem nacional como é o Jornal A BOLA publicar um rol de mentiras e levantar suspeições relativamente a pessoas e entidades.

9.º — Cremos assim que com o presente esclarecimento não restam dúvidas de que Não existiu da parte do REAL ou dos seus Directores e Presidente qualquer comportamento ilegal ou dúbio que lhes possa ser assacado tratando-se de uma História profundamente infeliz, por ofender o bom nome e reputação, não apenas do REAL SPORT CLUBE mas do seu Presidente e Directores.

10.º — Do facto o REAL SPORT CLUBE, o seu Presidente e Directores exigem para além da publicação desta resposta pelo jornal visado, público pedido de desculpas e retratação pela ofensa ao bom nome do REAL SPORT CLUBE, do seu Presidente e Directores, quer pelo Jornal A BOLA quer pelos adeptos do Atlético Clube de Portugal responsáveis pelas declarações a esse Jornal sob pena de serem obrigados a enveredar pela via judicial.

Creia, Senhor Director, na nossa alta consideração,

A Direcção

Nota da Redacção — A BOLA limitou-se a cumprir a função jornalística de denúncia feita por adeptos do Atlético identificados na peça. A justificação, agora, apresentada não desmente os factos, apenas transfere culpas para os fiscais da Associação de Futebol de Lisboa.

Não pode, obviamente, continuar a ser considerada boa prática a venda de bilhetes rasurados à mão, que se presta, naturalmente, a todo o tipo de irregularidade e, até de ilegalidades.

A BOLA não duvida da seriedade dos dirigentes do Real, mas não pode pactuar, pelo silêncio, com práticas condenáveis, e que deviam ser evitadas pelos dirigentes dos clubes e combatidas pelos responsáveis associativo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ainda as irregularidades do Real - Atlético

por Pedro Mendonça no jornal A Bola

Real e AF Lisboa vão reunir-se para averiguar problemas com bilhetes
Irregularidades investigadas

A Direcção da AF Lisboa vai reunir-se, na próxima semana, com os responsáveis do Real no sentido de investigar as alegadas irregularidades na emissão de bilhetes no jogo Real-Atlético. No encontro estará igualmente o fiscal da associação que esteve presente no desafio para relatar as ocorrências. Porém, o presidente da Direcção da AF Lisboa, Carlos Ribeiro, garante que não existe fraude, apenas uma eventual irregularidade.

«O clube pediu apenas cinquenta bilhetes, alegando que ainda tinham alguns de outros jogos — relembre-se que os clubes pedem um determinado número de bilhetes à Associação no início da época que servem para toda a temporada —. Segundo o relatório do fiscal foram vendidos 123 bilhetes mais 9 de cartão jovem. Para resolver uma situação de conflitualidade, foram buscar bilhetes de quotas suplementares, alteraram-nos e venderam. Isto é irregular, mas não se trata de fraude. Aliás, no mapa financeiro estão registados os 123 bilhetes e não os 50», explicou.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Bronca no Real.

por Paulo Veríssimo no jornal A Bola

Fraude com bilhetes
Prática de gerar receita superior à habitual corre mal e adeptos do Atlético denunciam clube de Massamá.

O Real, da série D da 2ª divisão, praticou uma irregularidade no jogo com o Atlético, ao vender quotas suplementares de épocas anteriores, fazendo-as passar por bilhetes oficiais. O número de ingressos vendidos aos adeptos alcantarenses não coincide com a receita apresentada à Associação de Futebol de Lisboa. Os sócios alcantarenses denunciaram a fraude.

O Real-Atlético, relativo à sétima ronda da série D da 2ª divisão, que se realizou a 14 de Outubro, pode esconder irregularidade de dimensões imprevisíveis. Isto porque o clube de Massamá vendeu aos adeptos do clube de Alcântara quotas suplementares emendadas à mão, com um valor acima do previsto (em vez de três, o Real cobrou 10 euros). Mas não é o custo que está em causa.
Tudo começa no dia dois. A Direcção do Real envia um fax para a Associação de Futebol de Lisboa (AFL) a solicitar 50 bilhetes com o valor facial de 10 euros. Esta autoriza, mas alerta para a necessidade de emitir mais ingressos, justificando que o Atlético leva muitos adeptos aos campos. Porém, o clube de Massamá refuta com o facto de ter em stock mais algumas dezenas para vender, que sobraram de outros jogos.
No dia da partida, os bilhetes foram todos vendidos, como já se previa, e o Real recorre a quotas suplementares de outras temporadas, fazendo-as passar por bilhetes. Foi aí que se instalou a indignação nos alcantarenses. No total foram vendidos três tipos de bilhetes e, curiosamente, todos diferentes: os oficiais e os rasurados de 2005/06 e 2006/07. O problema é que essa prática é, por si, ilegal, segundo a Federação Portuguesa de Futebol.
No entanto, Carlos Ribeiro, presidente da AFL (entidade responsável pela organização dos jogos da 2ª divisão), não pensa da mesma forma, considerando que a atitude não justifica medidas disciplinares.
Mas há ainda outro aspecto importante, que não está completamente escalpelizado mas suscita dúvidas.
Segundo o mapa financeiro do Real-Atlético, foram vendidos 123 bilhetes a 10 euros e nove de cartão jovem — existe ainda o número de quotas suplementares vendidas a sócios. Porém, do lado do Atlético assegura-se que estiveram em Massamá mais de 200. Colocando-se este cenário, o Real terá recorrido numa prática irregular e de fuga ao Fisco, uma vez que aproveitou parte da receita, que não será tributada pelo Estado.

Carlos Ribeiro promete averiguar
O presidente da associação, Carlos Ribeiro, rejeita a prática de fraude por parte do Real, pois, diz, confia no «bom senso dos dirigentes».
Mas avisa que vai informar-se melhor:
«Não acredito que haja fraude, pois o mapa financeiro confirma que foram vendidos mais bilhetes [123] que o número de pedidos [50]. No entanto, farei uma averiguação interna para tentar descobrir se tal aconteceu. Não vejo grande problema em vender quotas suplementares rasuradas. Diga-se que não é muito correcto, mas nunca seria penalizado, pois não prejudica o Estado.»
Mesmo assim, não descarta a possibilidade de a denúncia dos adeptos alcantarenses ser verdadeira. «Se tal for verdade, é caso para ser levado a Ministério Público, pois é crime», ressalva.

José Manuel Flores e Luís Howell denunciaram irregularidade
«Havia três tipos de ingressos»
José Manuel Flores, sócio do Atlético, e Luís Howell, proprietário do jornal do Atlético, denunciaram a situação e decidiram dar a cara neste processo, pois acusam que aquilo que o Real fez também deve ser feito em muitos campos em Portugal.
O primeiro esteve mesmo na confusão popular que se gerou nas bilheteiras em Massamá, antes do encontro, e contou como tudo se passou. «Quando lá cheguei estava uma grande fila de pessoas indignadas, para já, pelo valor e, depois, pelo facto de receberem um bilhete emendado a esferográfica. Cada um tinha um bilhete da sua nação. É completamente ilegal fazerem uma coisa daquelas e quando me dirigi ao fiscal da associação, disse-me que não sabia o que fazer. Quantos adeptos estavam no estádio? No mínimo, estavam 200, mas não consigo precisar», explanou, deixando uma pergunta ao Real:
«Pensava que as pessoas do Real eram sérias. Vi uma entrevista do presidente, José Libório, a dizer que o dinheiro do Nani iria ser aplicado nas infra-estruturas e, na volta, fazem uma coisa destas. Onde estavam os dirigentes do Real na altura em que isto se gerou?»
Luís Howell, sócio, é mais objectivo no número de adeptos alcantarenses que assistiram ao jogo em Massamá. «Acompanho o Atlético nos jogos fora e naquele foram mais de 200 adeptos. Certamente que lá estavam 250. Não estou a exagerar», alerta.
Dois testemunhos que não coincidem com os números da Associação e que deixam no ar a prática de fraude.

Regulamento Disciplinar
Emenda vale multa
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) envia todos os anos para as associações um número estipulado de bilhetes e, ao contrário do que preconiza o presidente da AFL, Carlos Ribeiro, não permite que os mesmos sejam rasurados ou falsificados, muito menos que os clubes vendam quotas suplementares adulteradas. Contudo, enquanto o caso não se tornar oficial nada pode fazer, pois ainda não houve qualquer queixa por parte dos lesados.

Mesmo assim, o Regulamento Disciplinar da Federação, no artigo 81º, referente a irregularidades nos ingressos, pune o clube que em jogo oficial proceda à venda de bilhetes não fornecidos ou autorizados pela FPF com uma multa que pode ir de 1000 a 2000 euros ao lesado e, por vezes o dobro, caso desvirtue o movimento financeiro do jogo.

domingo, 4 de novembro de 2007

2ª divisão - série D

Nené treina-se no Atlético
O guarda-redes Nené, campeão nacional da 2ª divisão ao serviço do Olivais e Moscavide, está a treinar-se no plantel do Atlético, orientado por Carlos Manuel, para manter a forma.

Novo atacante no Messinense
Wellington, brasileiro que foi o melhor marcador da 3ª divisão ao serviço do Casa Pia é o novo reforço do Messinense. O brasileiro — também tinha um convite do Amora da 3ª divisão, que acabou por rejeitar por ser de um campeonato inferior — esteve alguns dias à experiência no Real SC, mas acabou por aceitar a proposta do clube algarvio, sexto classificado no campeonato.
Esta não é a primeira experiência de Wellington no futebol português, pois há três temporadas, sagrou-se melhor marcador da 3ª divisão, ao serviço do Casa Pia, quando este foi promovido.
A equipa de Luís Coelho defronta hoje o Mafra, na décima jornada da prova, mas ainda não pode contar com o novo reforço, pois ainda não foi inscrito, mas já deverá defrontar na próxima jornada o Pinhalnovense.

Trio de fora no Madalena
O treinador do Madalena, Vítor Urbano, não conta com os lesionados Paulo Freitas, Chico e Joel para o jogo com o Olivais e Moscavide desta tarde. Zito e Luís Matos regressam à convocatória.

Odivelas perto da 100.ª vitória
O Odivelas recebe hoje o Real, jogo que pode ser de boa memória para a equipa da casa, cuja SAD, constituída em Agosto de 2001 e presidida por Luís Baptista, pode celebrar a centésima vitória desde o seu início. Desde então contabilizam-se 99 vitórias, 47 empates e 71 derrotas. A jogar no Arnaldo Dias, a equipa de António Pereira, que na última jornada se estreou com a uma vitória sobre o Pinhalnovense, recebe o último classificado da série D, com apenas seis pontos.

Paco Fortes quer avançado
O avançado Rui Sousa e o defesa-central Lima já não fazem parte do plantel do Pinhalnovense. Os jogadores chegaram a acordo para a saída, depois de terem sido dispensados pelo treinador Paco Fortes. O primeiro rumou ao Aljustrelense, enquanto o defesa já assinou contrato com o Oeiras por uma temporada.
Depois da recente saída de Manuel Curto para o Rio Maior, o plantel do Pinhal Novo ficou reduzido. Assim, é certo que nos próximos dias deverão entrar mais reforços. «Neste momento estamos a procurar um ponta-de-lança e um médio ofensivo. Essas são as prioridades. Esperamos ter algumas situações definidas durante a próxima semana», afirmou o presidente Amândio Dias, acreditando num novo ciclo: «Temos qualidade para inverter os últimos resultados. O jogo com o Lagoa é muito importante, pelo que só podemos pensar em vencer.»
(por Miguel Mendes na A Bola)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Breves

O SintraSport tenta acompanhar tudo sobre os clubes que compõem a série D da 2ª divisão nacional e a série E da 3ª divisão nacional. Mandem-nos noticias desses clubes.

2ª Divisão - Série D


Juventude com cinco baixas
O treinador da equipa de Évora, Miguel Ângelo, está com problemas para o jogo com o Carregado. Claudino, Pedro Pereira, José Queirós e Valente estão lesionados e não podem jogar o próximo jogo.

Ex-estrelistas treinam na Tapadinha
Sérgio Marquês e Pedro Simões podem ser em breve reforços do Atlético. Os médio estão a treinar-se com o plantel alcantarense, depois de rescindirem contrato com o Estrela da Amadora, e Carlos Manuel quer vê-los no plantel para atacar a subida à Liga de Honra. Mas falta resolver algumas questões burocráticas que ligavam os dois jogadores ao emblema da Reboleira. Ambos os jogadores tiveram problemas disciplinares no Estrela e isso antecipou a sua saída.

Messinense com quatro baixas
Ramon, Rui Graça, Nilton e Miguel Boto não serão convocados por Luís Coelho para o próximo encontro diante do Madalena, por se encontrarem lesionados.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Atlético não se conforma

retirado do jornal Record

A direcção do Atlético reuniu-se ontem para entre outros assuntos, abordar os incidentes do jogo com o Real, nomeadamente para repudiar o trabalho do árbitro Tiago Martins.
Pedro Pereira, do executivo alcantarense, lembrou que "o árbitro perdoou duas grandes penalidades ao Real, uma delas assinalada pelo auxiliar" deixando "passar em claro as entradas demasiado viris dos jogadores da casa". O Atlético não entende porque razão "o juiz da partida deu três minutos de compensação e no quarto decidiu assinalar uma penalidade a favor do Real..."

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Real Sport Clube 1 Atlético 1

por Nuno Costa retirado do Notícias da Manhã

Leão guardou bem o covil...
A sombra da injustiça pairou nesta partida quando, ao minuto 88, João Paulo facturou para o Atlético. O Real foi a formação que esteve por cima durante mais tempo e aquela que mais e melhores oportunidades de golo criou e não merecia sair derrotada. Todavia, o mal menor acabou por prevalecer, fruto de uma grande penalidade apontada no último lance do encontro.
O Real entrou melhor no encontro e, durante os primeiros dez minutos, teve duas boas ocasiões para marcar em remates de Miguel Gonçalves e Daniel Almeida, que saíram por cima da baliza contrária. Só a partir do quarto de hora de jogo é que o Atlético, que já havia visto Gonçalves sair devido a lesão (4’), conseguiu equilibrar as operações, mas sem que qualquer das equipas tenha criado oportunidades até ao descanso.
Na segunda metade, o Real voltou a entrar melhor e a criar algumas oportunidades para marcar, com Leão, guardião visitante, a evitar a inauguração do marcador em duas ou três ocasiões. E quando não foi Leão, foi o poste a negar o golo aos queluzenses, como aconteceu ao minuto 19, num remate de Benvindo que correspondeu a um cruzamento da direita de Djão, na recarga Miguel Gonçalves atirou por cima, com a baliza à mercê.
A resposta do Atlético só apareceu a sete minutos dos 90 num remate à barra de Hugo Rosa que serviu de prenúncio para o tento de João Paulo a dois minutos dos 90, num remate a aproveitar um mau alívio de um defensor da casa.
No período de compensação, quando se pensava que o vencedor estava encontrado, começou o festival Tiago Martins. O juiz perdoou aos visitantes uma grande penalidade sobre Ricardo Nogueira e assinalou outra, que pareceu inexistente, num lance confuso dentro da área dos alcantarenses e que acabaria por determinar a igualdade final.
Arbitragem de fraca qualidade de Tiago Martins e não apenas pelos lances atrás referidos.

Nos balneários :
Rui Rodrigues (Treinador do Real): “O resultado é injusto a todos os níveis. Fomos claramente superiores e acabámos por voltar a não ganhar, num jogo em que só nos podemos queixar de nós próprios. Resta-nos continuar a trabalhar para subir na classificação”.
Carlos Manuel (Treinador do Atlético): “Penso que o nosso jogo começou com a lesão do Rolão na auto-estrada e prosseguiu com a lesão do Gonçalves com poucos minutos de jogo. Estivemos abaixo do que nos é habitual, mesmo assim, podíamos ter ganho, o que apenas não aconteceu porque não fomos mentalmente fortes para segurar a vantagem”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Real - Atlético


Real Sport Clube 1
vs Atlético Clube de Portugal 1

Retirado do jornal O Jogo por Pedro Félix

Tarde de emoções fortes, com a igualdade a uma bola a surgir, quando todos pensavam que o resultado terminaria tal como começou. No entanto, o equilíbrio foi a nota dominante, com algum ascendente do Real em certas fases da partida, nomeadamente a segunda parte. Djão, aos 64', e Hugo Rosa, aos 83', levaram a bola à trave de cada uma das balizas, para, pouco depois, João Paulo, livre de marcação e muito oportuno, aproveitar da melhor forma um mau alívio da defensiva local. Já sobre o apito final, o árbitro entendeu que o toque de Branquinho em Helmut era merecedor de castigo máximo, como que a compensar um que deixou em branco minutos antes. Djão, à justa, fixou o resultado devido. O árbitro, acusado de corrupção passiva pelo presidente do Atlético, saiu das instalações com o piquete de intervenção rápida da PSP.

Retirado do Jornal Noticias por Fernando Gomes

Jogo bastante emotivo, com ambas as equipas a praticar um futebol vistoso. O Real dispôs de várias oportunidades para marcar, sobretudo na primeira parte, mas a falta de pontaria local não permitiu o primeiro golo. O segundo tempo começou da mesma forma como acabou a primeira mais uma oportunidade do conjunto de Massamá, com Djão a cabecear à trave. Aos 83 minutos, seria Hugo Rosa a fazer o mesmo. A barra impediu o golo do Atlético, mas parecia destinado. Os alcantarenses adiantaram-se no marcador a dois minutos do fim, por João Paulo, mas a fortuna do Real chegou em descontos. Djão concretizou um penálti e evitou a derrota. Empate injusto devido às várias oportunidades dos locais.